Cavei uma cova, mas não sou coveiro.
Cavei-a, não por um capricho ou devaneio,
Pois queria depositar algo nela;
Queria enterrar meus fracassos e mazelas.
Tentei, lutei, suei e cansei...
Todo meu esforço foi em vão.
Tamanha era a carga que eu queria enterrar,
Que não coube na cova e tomou conta do cenário.
Aumentei a cova, escavei-a sem parar,
E o quintal da minha casa fez-se aterro sanitário.







