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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Retalhos de felicidade



Acordei pensando que ainda dormia. Até tentei acordar daquele suposto sonho dentro qual despertara, mas foi tudo em vão. Eu já estava desperto, apenas precisava me dar conta de que, se fosse um sonho eu não sentiria uma dor tão real ao acertar a quina de um móvel com o dedão do pé. Assim, diante de tão contundente evidência de que não estava sonhando, larguei daquela leseira matinal e fui me lavar. Felicidade é acordar cedo e ter água disponível para se tomar um bom banho.

Olhei tanto para o meu reflexo no espelho, que senti que era capaz de conversar com aquele outro eu. Até tentei, mas o outro apenas imitava o movimento dos meus lábios, e tudo o que eu ouvia era a minha própria voz. Não tive as respostas que tanto queria, voltei a fazer a barba. Felicidade é terminar de fazer a barba e não ter nenhum corte no rosto.

Depois de me vestir fui tomar café (não sei se tem ordem certa para essas coisas, às vezes tomo café antes do banho ou entre o banho e o ‘me vestir’). Café com leite, pão francês e um bocado de fome. Felicidade é ter com que se quebrar o jejum.

Escovei os dentes e deixei a casa em paz e fui esperar pelo ônibus. Não demorou muito eu já estava a caminho do trabalho. Chegando lá fiquei pensando na satisfação que podemos encontrar nas pequenas coisas, e na nossa falta de atenção ao fato de que essas mínimas satisfações são alguns dos retalhos que compõem uma grande colcha chamada felicidade.


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O canto da sereia



Os teus cabelos cacheados 
Embaraçaram meus sentidos; 
De resistir me vi cansado 
E me entreguei ao teu fascínio. 
Pelo teu canto encantado 
Me veio um triste vaticínio: 
Irei morrer de ser amado, 
O amor será meu assassino.


sábado, 19 de fevereiro de 2011

Confuso



Foi um dia desses, 
Quase hoje ou ontem, 
Não tenho certeza, 
Mas choveu ou fez sol… 
Houve uma conversa 
Ou nem mesmo nos vimos 
Ou eu te liguei  
Ou foi você quem ligou… 
Só sei que senti  
O mundo inteiro girando 
E eu, que era tonto,  
Me senti muito sóbrio… 
Lembro que rolou  
Um sentimento estranho, 
Só não sei dizer 
Se foi amor e/ou ódio.


domingo, 13 de fevereiro de 2011

Eu não sei



O que foi que me deu, 
Eu não sei. 
Não queria dormir, 
Mas dormi; 
Não quis mais acordar 
E acordei. 
Se sonhei com você, 
Esqueci; 
Se esqueci por querer, 
Eu não sei.


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Epifania



Tenho o mar todo num copo 
E o céu no corpo inteiro; 
O universo é meu passeio. 
Devaneio é apelido, 
Do que chamo tudo isso? 
De viver sem ter roteiro, 
De existir sem ser preciso.


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Só por diversão



É divertido tentar 
Ainda que fazer se mostre improvável; 
É sempre mais divertido 
Se o que se tenta é algo quase inatingível. 
A alegria que dá 
Levar a efeito um feito belo e memorável 
É só a ponta do riso 
Que enfeita o rosto de quem tenta o impossível.


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