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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Poema de mistérios



Parabolicamente exata

Ou exatamente parabólica

É a minha trajetória insensata

Descrita em linguagem simbólica

Padrão de uma vida metafórica

Grafada em escrita estrambólica

No alto de alguma cruz ansata

Fazendo uma alusão eólica

Ao curso desta vida inexata.


segunda-feira, 27 de abril de 2009

Das trocas de olhares



Naquela troca de olhares,
Que fez as nossas almas se tocarem,
Havia uma ternura nas jóias que te enfeitam o rosto;
O carinho que senti no teu olhar deu-me tanto gosto.
Deixo nossas vidas se encontrarem,
Perdidas, nessas trocas de olhares.


domingo, 26 de abril de 2009

Nadar



Nada é como nadar.
Nado no nada,
Nado no ar...
Nado nada!
Não sei nadar.


quarta-feira, 22 de abril de 2009

Metamorfose



O ovo, que vira larva,
Vira crisálida
Que explode em borboleta;
E a horta atrás da casa,
Que estava pálida,
Num mar de cor festeja.
E a vida se transforma
De toda forma,
Qualquer vida que seja.


terça-feira, 21 de abril de 2009

Da minha Paixão



Te querer é um martírio,
Pois te ter é impossível;
Mas te quero.
Testemunho deste amor,
Que me causa tanta dor,
Não o renego.
Me dedico piamente:
Ponho nele corpo e mente;
Eu o prego.
Sigo estigmatizado,
Deste amor sou um escravo,
Mas me alegro.


domingo, 19 de abril de 2009

Do amor que sinto



A verdade é que eu minto,
Pois escondo o que sinto.
Dissimulo o sentimento,
Mesmo queimando por dentro,
Com meu coração eu brinco;
O amor não admito,
Mas eu sei que é infinito.


sábado, 18 de abril de 2009

Ardor de amar



O amor está no ar,
No ar também há dor;
Mas há ardor no amar
E a dor vira vapor:
No ar não há pavor,
Se há o ardor de amar.


sexta-feira, 17 de abril de 2009

Das Esperanças Frustradas



Alimentei minhas esperanças;
Engordei-as com meus sonhos...
Ficaram tão obesas e amarguradas
Que, frustradas, tombaram sobre mim.


terça-feira, 14 de abril de 2009

À Felicidade



Faz alguns dias que não tenho notícias tuas
E tudo o que posso fazer é sentir saudades;
Li tuas cartas dos dias passados,
Imaginei que estava ao teu lado,
Cantei nossas músicas,
Imitei tuas falas...
Doeu não te ter
Ali comigo...
Dói ainda...
E é isto.

domingo, 12 de abril de 2009

À Nossa Amizade



Àquela velha frase devo a vida que hoje vivo...

Nunca estou sozinho: tenho amigos!
Onde quer que esteja levo em meu peito
Seu carinho, seu amor e respeito,
Suas histórias, nossas aventuras,
As memórias até mesmo das loucuras.

Ainda que a distância nos separe,
Meus amigos sempre lembrarei;
Isto é a mais pura verdade:
Zelo pela amizade de vocês!
Abrigo em meu coração,
De cada um uma porção;
E por toda vida celebrarei...


Post-Scriptum: Um simples acróstico para celebrar.
Abraços aos amigos de ontem, hoje e hoje, que hoje é sempre.


sábado, 11 de abril de 2009

À beira da loucura



Hoje estou à beira da loucura;
Deixo os pés sentirem a correnteza,
E há de se notar que na leveza
Passo a ignorar a vida dura:
O amargor se torna em doçura
E no terror lampeja uma beleza.
Mas se restar em mim qualquer tristeza,
Mergulharei de vez nessa loucura.


quinta-feira, 9 de abril de 2009

Que parada é essa?



Ele estava animado. Recebeu um telefonema na noite anterior, teria uma entrevista de emprego na manhã seguinte; acordou com um roteiro de atividades mentalizado. Levantou cedo para comparecer a entrevista, tomou café, arrumou-se como pôde, conferiu os papéis, ensaiou algumas falas e saiu. Mas saiu sem pressa, estava tranquilo, tinha tempo para tudo.

Como era novo no bairro, teve que sair procurando a parada de ônibus que o levaria ao centro da cidade; avistou uma, não muito longe de sua casa, viu que havia um grupo de rapazes por lá e pensou que eles seriam capazes de ajudá-lo, dando as informações sobre as linhas de ônibus que atendiam ali.

Ao chegar mais perto, notou que os rapazes estavam conversando muito e rindo. Eles comentavam sobre a 'balada', mas isso não era do interesse dele. Chegou mais perto e esperou a oportunidade de perguntar algo a eles, que pareciam não dar espaço para interrupções no seu círculo de bate-papo.

Ele sentiu-se acanhado, não era dali, não conhecia ninguém e não tinha muito jeito para falar, mas ao encontrar a oportunidade, fez sua pergunta da melhor maneira que pôde. E que pergunta ele fez...

- Bom dia! 'Que parada é essa'?

Que resposta ele obteve...

- 'Que parada é essa o quê, merrmão'?!?!?! 'Qué encrespá, é'?!?

Os rapazes não esperaram resposta; avançaram sobre o pobre homem e o sovaram como massa de pão. Foram tantos socos e pontapés, que ele desmaiou só acordando duas horas depois, no hospital.

Com muita dificuldade, valendo-se da ajuda de vizinhos, foi até uma delegacia e prestou queixa. Tudo em vão. A patota era composta, em sua maioria, por menores de idade e o único indivíduo que não o era tinha algum parentesco bem próximo com o juiz mais respeitado daquela cidade. Resultado: todos prestaram depoimento e foram soltos em seguida.

E o homem? Ficou sem emprego, sem condições físicas e emocionais e sentiu-se desprovido da sua dignidade, pois fizeram pouco caso do prejuízo que ele sofreu.

Que parada é essa?!?! É a vida.


quarta-feira, 8 de abril de 2009

Da Minha Tristeza



Esta tristeza me enegrece a vista
E nada vejo além do lodo da sargeta.
É que sofrer não é o bom da vida,
Mas sempre existe essa escura faceta
E não se vive sem bem conhecê-la;
Eu nem por isso amaldiçoo a vida.


terça-feira, 7 de abril de 2009

Como Diz a Canção



Os teus rabiscos
Nas minhas folhas soltas de papel
Me ensinaram
Que eu também posso alcançar o céu.
O teu sorriso
E esse teu cantarolar risonho
Me arrebatam
E passo a viver aquele sonho.
Não há motivos
Para deixar de querer ser feliz;
O que eu preciso
É ter você como a canção nos diz...


domingo, 5 de abril de 2009

Madeira



Os anéis do teu tronco
Marcam o tempo, contam os anos.
Tuas folhas vivem pouco,
Mas ensinam muito ao povo.
Os teus frutos alimentam,
Tua sombra é amparo:
És amiga, mestra e mãe;
Nos acodem, teus cuidados.
E o que um mero homem,
Desprovido de afeto,
Faz de ti, querida amiga?
Vigas, ripas, caibros, teto?
Se o homem mata a mata,
Haverá um mata-mata;
Pois aquele que te mata
Morrerá depois, por certo.
Seja Jatobá ou Cedro,
Seja Ipê, seja Pau-ferro...
Seja lá qual for teu nome,
Deve muito a ti, o homem,
Mas te paga com um berro:

Madeeeeeeeiiiiiiiraaaa!!!


Nota: Se quiser pensar melhor sobre o assunto, siga os links abaixo.
SOS Mata Atlântica
WWF - Brasil
Ama Natureza


sexta-feira, 3 de abril de 2009

Tudo Novo



Novas praias
Novas caras
Novos ares
Novos mares
Novos pares
Nossas caras
Nessas praias

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Poetizando aos Quatro Ventos



Ao Bóreas, digo: Sê tu meu amigo,
Convida a amada a estar comigo.
Ao Nótus, declaro: Se a ti sou caro,
Leva a ela o calor de um abraço.
Ao Euros, proponho: Se tu és medonho,
Afugenta os males que roubam-lhe os sonhos.
Ao Zéfiro, brado: Se és delicado,
Faz com que ela sinta o meu afago!
E aos quatro ventos, bem alto, proclamo:
Guardem os passos daquela a quem amo!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Do Seu Amigo Anjo



Ainda estou aqui, olhando pra você;
Não dá pra perceber, mas eu estou aqui.
Sempre vou estar te vendo acordar
E ao você dormir seu sono vou velar,
Pois eu estou aqui, para te guardar.


Nota do autor: Dedico estes versos à minha querida amiga, Aline Donato.

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