CLICK HERE FOR BLOGGER TEMPLATES AND MYSPACE LAYOUTS
Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Desligando-se



Aperta o pitoco da vida, que o som do choro vai baixando até o silêncio.
Deixa estar assim.
Deixa o hoje por hoje. Vai fazer teu amanhã em sonho.
Dorme com os anjos. Dorme sem fome nem frio.
Dorme tranquilo. Dorme o derradeiro sono.
Que o raiar do sol sem fim te acorde no além.

Perdido originalmente em 18/10/2021, no Twitter.

sábado, 10 de abril de 2021

mysterium vitae



O mistério da vida está posto diante de nós 
E o ignoramos, deixando de ouvir sua voz 
E fingimos não vê-lo, que assim não nos pesa a culpa 
E queremos detê-lo a cada mentira e desculpa 
Se nos falta a fé de aceitar que a vida é preciosa 
Nos sobeja orgulho em torná-la tão vil e odiosa 
Que prazer temos eu e você em fingir que sabemos 
Que o mistério da vida é algo que sempre soubemos 
Se é mistério, de nada sabemos senão isto mesmo 
Que pensando poder compreender andaremos a esmo 
Procurando em vales a abismos o mistério da vida 
Sem lembrar que viver pode ser sua epifania 

segunda-feira, 15 de março de 2021

Colapsando



Tive um ataque
Nada demais
Caí, chorei, me debati
Coisa de quem sofre
Coisa de quem vive
Mas não somente para si.

A vida é um baque
Às vezes mais
Se ri, se canta, se é feliz
Noutras só se sofre
E em todas se vive
Que viver é um cair em si.

sábado, 9 de maio de 2020

Querido diário



Dia após dia, levo o cachorro para passear (o que é um eufemismo para "aliviar suas necessidades fisiológicas", que continua sendo um eufemismo, mas tendo a evitar o tema diretamente) e, vez por outra, levo minha filha nesses passeios. 

Andamos na calçada em frente ao condomínio, nunca para muito longe. O parque está fechado. Seria nosso destino se não estivesse. Mas nos viramos com o que podemos. 

Ela é apenas uma criança de três anos, quase quatro. Passeio curto com o cachorro é uma viagem, é diversão. Ela observa a rua sem movimento, as plantas, as árvores. Colhemos flores para "a mamãe", que ela faz questão de entregar. 

Apostamos corrida no estacionamento. Ela sempre que ganhar. Chora quando perde, mesmo que eu diga que perder faz parte. Mas ela vai aprender, de uma forma ou de outra. 

A vida nos ensina hoje a aproveitar as pequenas coisas. Só temos hoje para viver. Aproveite o presente.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Mors regina



Somos todos “obituário”, e cada vez mais

A cada mãe, pai, irmã e irmão que se vai;

A cada parente, amigo, querido e  vizinho que tomba.

A cada tombo e partida a ficha de um ou de outro cai:

Da velha morte, caro vivente, não se zomba.

A curta vida é que nos trai. A morte apenas nos reclama.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Envelhecendo



Não sei de que são feitos 
Os sonhos que sequer sonhei 
Só sei dos meus anseios 
E anseio por saber por que 
A vida é tão pesada 
E dura e tantas coisas mais 
É uma canção frustrada 
Na boca de um bom rapaz 
É um lenço na cabeça 
Seja por bem seja por mal 
É um baile ensaiado 
De máscaras de carnaval 
É um terço na mão boba 
Expressa fé, mas fé em quê? 
É qual notícia boa 
Que nunca não passa na tevê 
É trave, é prego, é lança 
Suor e sangue, pranto e morte 
A vida é uma criança 
Que sonha ser alguém mais forte 
Um dia acordei velho 
Pensei que era pesadelo 
E a vida disse aos berros 
Que eu dormi do fim pro meio 
Que andei de trás pra frente 
Que fiz papel de passar mal 
Que vivi crendo e crente 
Apostatei já no final 
Vendi a esperança 
Em troca de algum prazer 
Matei minha criança 
E fiz um velho eu nascer.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Psicose



Os loucos só sonham com a vida normal 
Com o mundo real, tudo normalizado 
Sonham homens, mulheres da vida real 
Sonhos todos reais, tudo realizado 
Sonham casas, famílias e empregos normais 
Sonham o ideal, tudo idealizado 
Sonham tudo o que existe de bem e de mal 
Sonham com todo caos desse mundo ordenado 
Sonham tanto que acordam sem ar e sem paz 
Sonham serem normais e acordam surtados.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Dia desses



Atílio, Nestor e José conversando sobre a dura vida do brasileiro.

Atílio, revoltado, resmungou: 
— E o preço da gasolina, hein, Nestor?!

Nestor, indiferente diz: 
— Sei lá, Atílio. Ando de bicicleta ou a pé. Não vejo diferença. 
Agora, me diz uma coisa, José. E essa cesta básica, hein? Tá quase virando punhado básico…

José interrompe: 
— Não me faz falta, Nestor. Passo fome desde a inauguração de Brasília. E se eu tivesse dinheiro pra um litro de gasolina que fosse, ensoparia meus trapos e tacaria fogo em meus restos viventes…

Atílio e Nestor exclamam a uma: 
— Com que isqueiro?! 
— Com que fósforos?!

José responde com um sorriso maroto: 
— O que não faltam são bitucas, caros amigos.

Todos suspiram aliviados. E cada um vai para sua mansão, casa e praça, respectivamente.


Obs.: O aniversário de José e de Brasília é coincidente, nada mais que isso. Vai dizer que nenhum brasileiro sofredor nasceu naquele 21 de abril de 1960? 
O triste é que o José vem sofrendo desde o berço (se é que ele teve um).


terça-feira, 17 de março de 2015

Pela glória



Que ideias que nada! 
É o discurso inflamado que nos move, 
Inda que mostre-se vazio de sentido. 
Que ideais coisa nenhuma! 
É pelas cores das bandeiras que lutamos, 
Mesmo que estejam encardidas de desvios. 
Que vida que vivemos! 
Que morte morreremos! 
Que herança que deixamos? 
Que história escreveremos? 
Que lástima!


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Acalanto



Dorme, criança 
Nos braços da mãe faminta 
Agarrada a um peito seco.

Sonha, criança 
Que há leite e inda há vida 
Que é teu quarto esse beco.

Dorme, pequena 
Tua mãe cessou os rogos 
Entregou-se e foi-se em paz.

Dorme, serena 
Nunca mais abras teus olhos 
Deixa o mundo triste e vai.



quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Dia a dois



Dia mais quente, 
Cheiro da gente, 
Gosto de amor, 
Beijo de tchau 
E um olhar de até mais.

Meio do dia, 
Na correria, 
Almoço e afago, 
Doce e amargo, 
Da cama ao banho e o que mais.

No fim de tarde, 
Sem mais alarde, 
Conversa e tal, 
Olhar de amor, 
Do banho à cama e tudo mais.

Noite em mormaço, 
No pouco espaço, 
Beijos e abraços, 
Risos e estalos 
E um olhar de algo mais.


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Afundando



Na solidão do meu quarto 
No parto de ideias tristes 
Lamento meu despreparo 
Face a tudo que existe 
E perco o precioso tempo 
Envolto em mil suicídios 
E acordo do pesadelo 
Com corda, cacos de vidro 
E viro pro outro lado 
Secando o suor de sangue 
E durmo mal embalado 
Afogado em meio ao mangue.

 

sábado, 16 de agosto de 2014

Branco



Suzana tinha um cavalo amarelo. Seu nome era Branco.

Não era um animal de passeio nem de exibição. Era um animal trabalhador. Motor e ferramenta. Transporte de carga e de gente.

Anos passados de uma vida sofrida, Branco faleceu. Fizeram-lhe todas as homenagens possíveis. Trataram de encomendar uma estátua para ser posta na praça da cidade. Deram-lhe todas as honras, apreço e carinho (simbólico, é claro) que lhe negaram durante toda a vida.

Assim todos ficaram satisfeitos, de consciência leve, livres da culpa e cheios de medalhas de caridade no peito. E o cavalo, morto.

Suzana suicidou-se.


sábado, 15 de fevereiro de 2014

Anônimo da Silva



A minha pobreza é de vida, 
Devida e não paga à morte. 
É sorte não ter longa vida, 
Mas que tem o pobre co'a sorte? 
Se é forte dizer isso ainda, 
É que há coração caridoso. 
Se ver-me não te angustia, 
És verme em carne e osso.

Osso do quadril me desponta 
Se sento no banco da praça; 
Me faz bem o arrulhar das pombas 
Que em todos defecam de graça. 
Que graça que faço que riste? 
Se a vida é maior piada, 
Que tudo na vida é tão triste, 
Mas ri-se de tudo e de nada.

Se não faltar chuva pro banho, 
Jornal-cobertor, pão de ontem, 
Me faça o destino outro tanto 
De bem, se não mudo meu nome. 
De manhã acordo com fome, 
Mentira! Nem durmo, faminto. 
Será que mudando de nome 
Engano a fome e o destino?

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Misteriosa vida



O que quer que seja a vida, 
Não é fácil de viver. 
A chegada e a partida 
Pouco podem nos dizer 
Dos caminhos percorridos, 
Do aquém e além daqui, 
Seja o que for a vida, 
Não é fácil definir. 
Ah, indecifrável vida, 
Dá-me um pouco descobrir.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Redivivos



Às vezes o passado é tão presente e o distante está tão perto. É o que sentimos no almoço na casa da avó, no pão doce com cajuína (ou tubaína ou simba, alguns dirão “pastel com dindim” – eu mesmo poderia dizer), no abraço dos amigos, nas crianças jogando bolinha de gude ou “futebol de travinha”, ou rodando pião (sim, isso ainda existe aqui e ali). Estamos todo o tempo e o tempo inteiro perto de quem fomos e do que tivemos. Não só isso. 
Às vezes, mas só às vezes mesmo, somos capazes de nos ver nos outros, de sentir que no sorriso do flanelinha mirim há um pedaço da infância da gente, de constatar que na cantoria do menino do pandeiro no ônibus há um “eu cantando no chuveiro”. Bobagem? 
Se não fosse só “às vezes”, veríamos que, de fato, somos o passado, o presente e o futuro uns dos outros.


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Mais um



Noite nos olhos famintos 
Fome nos lábios aflitos 
Frio nos braços esguios 
Tombo nos passos perdidos 
Riso nas caras avaras 
Pena nas almas penadas 
Nojo nas alas mais altas 
Vida por vida que passa 
Outro indigente na praça.


quarta-feira, 31 de julho de 2013

Gotas de Melancolia



Manhã chuvosa 
E If You Could Remenber
Lembre-se que a vida passa 
Como as chuvas insistentes, 
Como o Sol tão desejado 
Como o tempo, o hoje, 
O agora e tudo mais.



If you could remember by Tony Stevens(Jessé) on Grooveshark

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Scio



Hoje eu sei 
Que a vida finda em cada esquina 
O que se vê 
Não é a luz do dia que ainda 
Vai nascer 
O amor no coração, é minha sina 
Assim crer 
Que o descrer não me fascina 
Mas você 
Bem sabe que eu não cria 
No que hoje sei.


terça-feira, 2 de julho de 2013

Comercial



Banhe-se 
Vista-se 
Perfume-se 
Aventure-se 
Dispa-se 
Venda-se 
Anuncie aqui.


Contribua

pensador.info

deviantART

Parceiros

Divulgue!

create your own banner at mybannermaker.com!

Copie este código para exibir meu banner no seu site:

Livros que estou lendo...