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terça-feira, 6 de abril de 2021

Quatro mil



Quatro mil brasileiros e brasileiras.
Quatro milhares de vidas inteiras.
Quantas mortes evitáveis?
Quantas vidas descartáveis?
Quantos mais devem ir?
Quantos menos a rir?
Quantos lares em pranto?
Quanto luto e até quando?
É pra tanto? É pra mais!
Eram avós e filhos e pais.
Não se acalme, não culpe os jornais.
Chore por um ou por cem ou por mil.
Lá se foi outro pedaço de Brasil.
Sim, é verdade! Não é brincadeira.
Quatro mil brasileiros e brasileiras.
Quatro milhares de vidas inteiras.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Dia desses



Atílio, Nestor e José conversando sobre a dura vida do brasileiro.

Atílio, revoltado, resmungou: 
— E o preço da gasolina, hein, Nestor?!

Nestor, indiferente diz: 
— Sei lá, Atílio. Ando de bicicleta ou a pé. Não vejo diferença. 
Agora, me diz uma coisa, José. E essa cesta básica, hein? Tá quase virando punhado básico…

José interrompe: 
— Não me faz falta, Nestor. Passo fome desde a inauguração de Brasília. E se eu tivesse dinheiro pra um litro de gasolina que fosse, ensoparia meus trapos e tacaria fogo em meus restos viventes…

Atílio e Nestor exclamam a uma: 
— Com que isqueiro?! 
— Com que fósforos?!

José responde com um sorriso maroto: 
— O que não faltam são bitucas, caros amigos.

Todos suspiram aliviados. E cada um vai para sua mansão, casa e praça, respectivamente.


Obs.: O aniversário de José e de Brasília é coincidente, nada mais que isso. Vai dizer que nenhum brasileiro sofredor nasceu naquele 21 de abril de 1960? 
O triste é que o José vem sofrendo desde o berço (se é que ele teve um).


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Jumento Brasilino



O jumento Brasilino, 
Brasileiro que só ele, 
Pensou-se sabido e forte; 
Quis o dono que escolhesse. 
Mas o azar lhe foi destino 
E só más escolhas teve.

De primeira foi dum velho, 
Luiz do Bucho Furado; 
Falastrão, mas cabra esperto 
Fez-lhe logo de empregado. 
Brasilino, sem descanso, 
Tornou rico o iletrado.

De Luiz passou-se a Vana, 
Mulher ruim, dura na queda. 
Mas já veio meio frouxo 
E o serviço não deu trégua. 
Brasilino, haja a sofrer 
Quase morre o fi duma égua.

E se diz em Trapiá 
Que já busca outro dono. 
Quer de Vana escapar, 
Só não sabe quando e como. 
Se alguém aqui quiser, 
Seja do jumento o dono. 


(Mestre Kinho Fidabrão)

Publiquei este aqui.

O pseudônimo "Mestre Kinho Fidabrão" tem uma explicação: o título "Mestre" é algo que costumo usar, especialmente ao tratar com pessoas do meu convívio "trabalhístico" (e é algo que pego emprestado da fala do matuto). Kinho, além de ser o apelido (quase nome) de um colega de trabalho, é como soa o final do diminutivo de meu próprio nome. E, por fim, Fidabrão — Fi[lho] de Abrão/Abraão — é outra pista do meu nome.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Quero votos



As intrigas que sustento,
Não lamento.
As mentiras que eu conto,
Não escondo.
As riquezas que consumo,
Não assumo.
Das suspeitas que levanto,
Não me espanto.
Aos prazeres me entrego,
Eu não nego.
O dinheiro que não gasto
Vira pasto.
O trabalho que inicio
Não termino.
Das promessas que eu faço
Tenho asco.

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