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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

unvermeidlich



Do amanhã, o que sei 
É que não será mais amanhã 
Ao chegar, sim, 
Pois se tornará em hoje. 
E do hoje, o que penso 
É que depressa se vai 
E, ao chegar o amanhã 
E o nome lhe tomar, 
Este hoje será ontem 
Sem que eu possa lamentar.


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Coisificado



Só lanço olhares às coisas, 
Que elas de pronto não olham de volta. 
E, se olham, fitam cegas, 
Namorando a alma piegas 
Que inda nega ser coisa também, 
Mas que é crente de haver nada além 
Dessa vida que a si mesma encerra.


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Iscmohveda



Mestre e discípulo despediam-se: 
— Por onde quer que fores, a teus amigos respeita. Lembra-te que a alegre Bu dista jornada de um dia daqui… 
— E em que direção fica Mu? 
Outro discípulo intervém: 
— O pacífico país de Mu? Sul, mano. Mas ainda não é para lá que vais. 
O mestre continua: 
— Não te esqueças de Khris, tão frágil alma, teu irmão. Socorre-o em seus conflitos. 
O discípulo então pergunta: 
— A quem devo rogar que faça auspiciosa essa minha viagem? 
O mestre responde: 
— Àquele, a quem uns negam e de quem muitos esquecem, o qual alguns chamam acaso, outros, destino, e outros ainda, pai.


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Penalizado



Que pena que não sei 
Da pena me manter. 
Escrevo por querer 
Fingir que posso mais, 
Que a vida é doce e bela, 
Que a cela é bem maior, 
Que o fel tornou-se vinho, 
Que a estopa fez-se linho, 
Que o espinho é menor, 
Que a paz venceu a guerra. 
Que posso querer mais? 
Querer, por escrever, 
Da pena me manter. 
Que pena que não sei.


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Samsara



Tantas vidas dentro da cabeça 
Que mal vivo a minha de verdade. 
Tanto esforço pra que eu esqueça 
Dessas vidas e de seus detalhes, 
Dos entalhes da moldura delas, 
Das vielas de seus mil lugares, 
De suas praças repletas de gente, 
Dos amigos bebendo nos bares, 
Dos amores vividos e extintos, 
Dos instintos de sei lá o quê. 
Dessas vidas todas o que sinto 
É o desejo de não mais viver.


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Até logo



Triste é ter o amor distante, 
Inda que por pouco tempo. 
Dói querer e a cada instante 
Não ter um abraço ou beijo. 
Dói no peito, dói demais. 
Nem na morte haverá paz, 
Que ela é separação. 
E essa dor, só a união 
Com o nosso amor desfaz.


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Peregrino (Vagabundo)



Venho de bem longe, 
De além de logo ali. 
Trago na bagagem 
O que o tempo me deu. 
Vou pra não sei onde, 
Vagueando por aí. 
Vivo de passagem 
Entre o oi e o adeus.

— 
O título 'Peregrino' é contribuição da minha querida Jéssica Karoline.


domingo, 14 de outubro de 2012

Bilhete



A vida da ponta do lápis é curta. 
A curva da letra define a escrita. 
Trazida à tona, a palavra surta 
E furta nas sombras a ideia não dita 
E fita o autor com olhar duma puta 
E exulta em deixá-lo sem ser proferida.


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Nidum



Há corvos em minha cabeça. Eu disse corvos. Avezinhas inteligentes e agourentas, perspicazes e chamadoras da morte. Que farei para daí tirá-los? Ou melhor, como é que vieram aninhar-se aí? Que o responda minha consciência, velha moradora de minha mioleira, vizinha desses mais novos inquilinos.

Os corvos em minha cabeça não são como as borboletas no estômago de alguém ou como o elefante cor-de-rosa no colo do bêbado na sarjeta. São bem vivos, faladores, mas não somem no dia seguinte. Nem depois. Talvez nunca.

Seu grasnar incessante invade-me os sonhos, desperta-me dia após dia, ou faz-me atender a porta (quando penso ser a campainha). Vez por outra me acalenta. E durmo em meio ao seu barulho.

Não! Não li nada do Poe. Ainda que houvesse lido, que teria isso a ver com meu drama? Apenas Ouço, sinto e sei que os corvos estão lá. Creio que foram chegando um a um, enquanto eu estava distraído, olhando para os problemas da vida. Mas não sei ao certo se foi assim ou se vieram todos a uma e me tomaram a cabeça de assalto. Vai-se saber…

Quisera eu saber controlá-los como o Jamian. A um assobio eles saberiam da minha vontade, obedeceriam e assim, seriam de alguma serventia. Mas não os controlo. Eles é que sabem o que fazem em minha cabeça. E fazem o que bem entendem. Será que não estão a controlar minhas ações? Pode ser que eu já não passe de um zumbi a serviço deles. Tudo é possível quando se chega ao extremo de ter corvos morando em sua cabeça.

Se fosse apenas um par de corvos (sem trocadilhos, por favor) eu lhes daria os nomes de Faísca e Fumaça, mas são tantos que faltariam nomes. Eu mesmo não pergunto como devo chamar-lhes. Temo que, ao perguntar-lhes pelo nome, me respondam: “Legião, porque somos muitos”.



sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Ukulele



Teu corpo pequeno 
Seguro bem firme. 
Bem junto ao meu peito 
Você se aconchega. 
Meus dedos te tocam 
E a tua voz ouço, 
Tão doce e suave 
Qual canto de um anjo.


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Salino



O mar chorou, 
Mas ninguém percebeu 
Suas lágrimas, 
Entre as ondas, 
À espuma misturadas. 
E a praia, 
Que já o conhece bem, 
Sentiu por aquele pranto. 
Só a praia e mais ninguém.


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O coco é seco



No nosso bom português 
Há um monte de ciladas. 
Quero aqui abordar 
Palavras acentuadas. 
Na intenção de ajudar 
Quem já deu co'os burros n'água, 
Escolhi exemplo bom 
Onde acentuação 
Sempre acaba em cagada.

Você pode acentuar 
Seu nome no documento; 
Pode acentuar “você”; 
“Êpa!” e “ôpa!” têm acento. 
Mas se quiser evitar 
Todo mau entendimento, 
Preste muita atenção, 
Grave bem este refrão: 
O danado do coco não tem acento.

Se é pra ver ou pra comer, 
O pavê terá acento. 
Mesmo “vômito” e “bebê”, 
Cada qual tem seu acento. 
Bote o coco pra gelar, 
Mas não banque o jumento. 
Já falei, mas sempre é bom. 
Grave bem este refrão: 
O danado do coco não tem acento.

Se você só grafa côco, 
Você não dá uma dentro. 
Se você grafar cocô, 
Só vai dar em excremento. 
Quem o coco sabe usar 
Grafa o outro sem acento. 
Não esqueça esta lição 
Grave bem este refrão: 
O danado do coco não tem acento.

Não sei bem se ajudei. 
O assunto é complexo. 
Olhe que só fiz tratar 
Do acento circunflexo. 
Findo aqui meu versejar, 
Deixo o texto sem anexo, 
Mas em breve vou mostrar 
Como não acentuar 
“Oco”, “toco” e todo um léxico.

 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Abstinência



O desejo arde, perturba; 
Leva a efeito ações descabidas. 
E, sem medida, abraça e desnuda 
Tudo aquilo que se quer da vida.

Há quem, covarde, o anula; 
Prende-o no peito em paixões pervertidas. 
E, sem saída, o desejo muda, 
Torna-se anseio de deixar a vida.



terça-feira, 14 de agosto de 2012

Amor a gosto



O nosso amor é o caos, 
É um desajuste total. 
Às vezes tende ao bem, 
Às vezes pende pra o mal.

O querer bem de nós dois, 
É tão difícil dizer, 
É um amor de dar gosto 
Que quer virar mal querer.

Se o coração quer assim 
E a gente segue a viver, 
Não há por que querer mais.

Se teu olhar é pra mim, 
O meu é só de você. 
Isso é o que chamo de paz.


sábado, 28 de julho de 2012

Procrastinação



Vem em minha direção 
E não há como fugir. 
Tenho o dia em minhas mãos, 
Mas não sei o que fazer. 
Deixo a vida me levar, 
Será o que há de ser. 
Quando o amanhã chegar, 
Outro dia esperarei.

 

terça-feira, 26 de junho de 2012

Missing you



Vez por outra eu sinto 
O gosto do teu beijo. 
Sinto teu cheiro, 
Sinto saudades.

 

-- 
Ontem, via SMS, para minha menininha.



quinta-feira, 21 de junho de 2012

Fim



Faca ao meu peito, bem. 
Faça ao meu peito um bem. 
Largue dessa hesitação, 
Rasgue toda ilusão.

Cara, a tua cara vejo. 
Cara a cara eu te vejo. 
Dou-te um beijo sem paixão 
E me entrego à solidão.

Olha, a vida segue em frente. 
Olhe a vida e siga em frente. 
Deixe de olhar pra trás. 
Não me olhe nunca mais.


quinta-feira, 14 de junho de 2012

Pivete



Ela pede pão… 
[E dão.] 
Se pedir colchão… 
[Darão!] 
Ela pede e se 
Lhe dá 
Tudo o que pedir? 
[Sei lá!] 
E se pede amor… 
[Que dor!] 
Quem irá negar-lhe 
Amor? 
E se amor se lhe 
Negar, 
Quem vai acudir? 
[Sei lá!]


quinta-feira, 7 de junho de 2012

De pé



O peito do pé de Pedro 
Não é branco nem é preto, 
É descalço e é ferido; 
Percorreu muitos caminhos 
E, de muitos anos idos, 
Fez-se forte e destemido.

Se é direito ou se é esquerdo, 
Não importa ao pé de Pedro. 
Ele pisa resolvido; 
Sabe qual o seu destino 
E não perde o equilíbrio, 
Mas defende os seus brios.


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Concerto



Enquanto toca a orquestra, 
As mãos se encontram e se tocam, 
Os corpos chegam-se um ao outro 
E os olhares se provocam; 
Sussurros fazem-se audíveis, 
Sorrisos ganham brilho e forma. 
Ao som de músicas sublimes, 
O amor nos enche e transborda.


sábado, 28 de abril de 2012

ex omnes



De todos os motivos: 
De todas as loucuras: 
De todas as vontades: 
De todas as doçuras: 
Você; 
A minha; 
A nossa; 
A sua.


Àquela, que de todas é o único motivo pelo qual minhas loucuras se convertem em razão (e vice-versa), que me faz achar nas nossas vontades o meu desejo, que me faz ter em sua doçura a minha satisfação. A você, meu amor (minha menininha) dedico estes versos.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Deságue



O rio secou; 
Sacou do leito a areia, 
Matou de sede a sereia 
Que o esperava no mar.

O rio chorou 
Seu luto pela sereia; 
Molhou de pranto a areia 
E atirou-se no mar.


domingo, 15 de abril de 2012

Eu onírico



Me aninho e me consolo 
Na textura do teu solo. 
Na verdura do teu mato 
Me estendo e te abraço. 
No teu rio meus banhos tomo; 
O teu ser selvagem domo… 
Nos meus sonhos, 
Nos meus sonhos.


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Réalisant



Vivendo a agonia 
De ter a cada dia 
Desfeita a utopia de amar alguém, 
Deixei de ser tão crente 
No amor que ilude a gente; 
Tentei seguir sozinho ao lado de ninguém.

Eu não imaginava 
Que beijos davam asas, 
Que as cores eram todas feitas de você. 
Eu nem me dava conta 
Que a vida estava pronta 
Pra me fazer feliz bem junto de você.


--

Dedicado à minha doce Jéssica.

P.S.: Agora eu percebo, minha menininha, que somos um do outro...


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Na dela



E ela, 
Na dela, 
Desenha um sorriso gostoso 
Na tela que é o meu rosto. 
E eu, bobo, 
Na dela.


--

Dedicado à menininha, Jéssica Karoline.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Aquém do Sol



Vivo sob um abajur, 
Sem saber o que há em volta, 
À meia luz, 
Entregue ao desencanto. 
Restam-me só 
A vida, a morte e o sono. 
Este último 
(Que é vida e morte, 
Que dá-me sonhos 
Meio claros, 
Meio escuros) 
Faz-me esquecer 
Que vivo sempre 
Aquém do Sol.


domingo, 18 de março de 2012

Versos



De verso em quando 
Me declaro e me exponho. 
A quem eu amo 
Digo tudo o que sinto. 
Diversos versos 
Dos poemas que componho 
Falam de sonhos 
De amor, de desatinos. 
Um universo 
Em cada verso eu escondo. 
Um nome chamo, 
Um beijo peço, e espero. 
Nos versos ando, 
Neles sempre me encontro. 
Tenho nos versos 
O amor que eu mais quero.


sábado, 17 de março de 2012

Meus amores



Ah, minhas duas garotas, 
Solidão e tristeza! 
Ah, amores das antigas, 
Minha dor e incerteza! 
Ah, quanto tempo perdido 
Em tentar eu deixá-las! 
Ah, inda bem que a vida 
Faz-me sempre encontrá-las!


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Beijo escondido



Existe um beijo escondido em teu sorriso
 E eu preciso encontrá-lo urgentemente.
 Enquanto o busco, te mantenho sorridente
 Pra não perdê-lo no ocaso do teu riso.
 O teu olhar impaciente é um aviso
 Que me impele a ser bem mais diligente;
 Pois se um sorriso já se perde facilmente,
 O que dizer de um raro beijo escondido?
 Se for perdido, o será eternamente,
 Ao menos a quem houver dele desistido.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Não eu



Bom rapaz, não eu, 
Faria você feliz, 
Te daria o que sempre quis; 
Te amaria como você diz, 
Bom rapaz, não eu.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Surpresa



Você levou todo meu sorriso, 
Junto com beijos que não roubei, 
Em meio a rosas que não lhe dei. 
Quando partiu sem nenhum aviso, 
Você me fez perder o juízo, 
Que até chorar não lembro se sei.

 

domingo, 1 de janeiro de 2012

Passamos



Passados os dias 
Marcados nas folhas 
De um calendário qualquer, 
 
Pensamos na vida, 
Nas nossas escolhas, 
Naquilo que a gente quer; 
 
Lembramos das idas, 
Das ideias tolas, 
Das voltas que rogamos ver. 
 
Passamos os dias 
Marcando nas folhas 
A vida que quisemos ter.

 

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