Você levou todo meu sorriso,
Junto com beijos que não roubei,
Em meio a rosas que não lhe dei.
Quando partiu sem nenhum aviso,
Você me fez perder o juízo,
Que até chorar não lembro se sei.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Surpresa
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Isaac Marinho
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sábado, 4 de outubro de 2008
Depois do fim
Antes do fim, era assim:
Você era parte de mim.
Nós dois éramos um,
Tínhamos tudo em comum.
Mas você mudou, me deixou,
E o que tínhamos juntos, você levou...
Você me roubou tudo...
A paz, o amor, meu mundo.
E agora o que me resta
É o nome de "Bobo" escrito na testa.
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Isaac Marinho
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terça-feira, 30 de setembro de 2008
Poupe-me
Poupe-me dos seus abraços emprestados,
Dos beijos falsos,
De toda alegria ensaida,
Da sua risada,
De cada gesto programado.
No meu estado,
Tudo o que quero é ser poupado.
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Isaac Marinho
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terça-feira, 1 de julho de 2008
Desculpe-me
Escrevi uma carta que dizia "adeus". Mas ela não pôde mostrar minhas lágrimas e, apesar da letra tremida, pouco expressou dessa minha tristeza incontida. Mesmo que a carta seja inexpressiva, não havia como ser diferente, despedidas são sempre tristes. Eu não estava sorrindo ao escrever aquelas linhas.
Não sei se você notou, mas no segundo parágrafo há um borrado estranho após os "dois pontos" na primeira linha. É que lembrei de você e fiquei pensando em nós. Tudo era tão bom que me fazia crer que era pra sempre, mas os dias deram conta de me decepcionar, de te decepcionar, de nos afastar pra sempre. Acreditamos um no outro, porém acreditar não foi o suficiente.
Aquela carta foi o modo que achei de evitar olhar nos teus olhos antes de partir. Não suportaria ver teu rosto de novo, isso me faria querer ficar e tentar outra vez. E eu não acho que um grande número de tentativas levaria ao sucesso, não no nosso caso.
Sei que pedir desculpas não resolve muita coisa, mas não posso evitar: Desculpe-me, professora, mas não sei concluir uma redação e não vou continuar tentando.
Espero que me compreenda.
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Isaac Marinho
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sexta-feira, 23 de maio de 2008
Não queria que tivesse sido assim
Eu não sou a sombra que você viu. Eu não sou a luz que você queria ver. Sou um vulto triste passando nesse teu olhar cheio de lágrimas que eu não quis provocar, mas provoquei. Sempre fui aquele medo de que tudo desse errado, mesmo quando tudo parecia que ia dar certo. Sou a dúvida que esfria o teu amor, que apaga tua paixão. Não queria ser assim, mas sou o avesso do que eu quis pra mim, do que eu quis pra nós.
Nem poema nem canção, sou conversa de bar: Dispensável, mas sempre presente. Nem sonho nem pesadêlo, sou a personificação da insônia que te secou os olhos durante as noites e te trouxe lágrimas durante as manhãs. Não queria ser assim, mas faz parte de mim e não consigo mudar.
Quando você precisou de um ombro pra chorar, dei de ombros e te deixei na mão. Quando precisou de conselhos, te dei desaforos. Quando você quis sorrir, te fiz chorar. Não queria te fazer sofrer, mas nem sempre consigo ser normal. Tenho que ser esse monstro, preciso ser essa aberração. Uma coisa é certa, você não foi a primeira a se decepcionar comigo, mas foi a única que me aturou por mais de uma noite e uma manhã.
Meus vícios te incomodavam e eu nem aí. Nunca cumpri horários, nunca lembrei do teu aniversário. Chegar atrasado é pouco, às vezes eu nem aparecia. E você me suportando, até que eu disse: Basta! Não precisa viver assim, até eu tou com raiva de mim. Seja feliz!
E você se foi e foi feliz, mas eu não queria que tivesse sido assim.
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Isaac Marinho
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