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sábado, 16 de agosto de 2014

Branco



Suzana tinha um cavalo amarelo. Seu nome era Branco.

Não era um animal de passeio nem de exibição. Era um animal trabalhador. Motor e ferramenta. Transporte de carga e de gente.

Anos passados de uma vida sofrida, Branco faleceu. Fizeram-lhe todas as homenagens possíveis. Trataram de encomendar uma estátua para ser posta na praça da cidade. Deram-lhe todas as honras, apreço e carinho (simbólico, é claro) que lhe negaram durante toda a vida.

Assim todos ficaram satisfeitos, de consciência leve, livres da culpa e cheios de medalhas de caridade no peito. E o cavalo, morto.

Suzana suicidou-se.


sábado, 26 de julho de 2014

matrimonium



Espero repleto de amor, 
Da cor de seus cabelos, 
Que a espera não cause mais dor 
E atenda aos meus apelos; 
Que vida reserve a nós dois, 
Além do alpendre e depois: 
A cumplicidade do laço, 
A serenidade dos barcos, 
E a felicidade de um dia de sol.


quinta-feira, 24 de abril de 2014

Ashita made



Acordar da vida, 
Despertar dos dias sem sentido. 
Ver que além da linha 
Do horizonte, logo ali, há um dia lindo. 
Indo e vindo os dias passam; 
Praça, porta a dentro, 
Venta, chove e faz sol. Talvez 
O adormecer da vida 
Não seja partida, seja até mais ver.

Acordado ainda, 
Desperto dos dias mal sentidos. 
Vejo que inda há vida; 
Além do horizonte há um dia vindo. 
Idos os dias passados, 
Porta a fora, a praça 
Pede festa até o sol nascer. 
Ao adormecer da vida 
Sinto que a partida é esperar rever.


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