Tantas vidas dentro da cabeça
Que mal vivo a minha de verdade.
Tanto esforço pra que eu esqueça
Dessas vidas e de seus detalhes,
Dos entalhes da moldura delas,
Das vielas de seus mil lugares,
De suas praças repletas de gente,
Dos amigos bebendo nos bares,
Dos amores vividos e extintos,
Dos instintos de sei lá o quê.
Dessas vidas todas o que sinto
É o desejo de não mais viver.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Samsara
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Isaac Marinho
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domingo, 22 de maio de 2011
Pensando fora da caixa
Velha caixa de sapatos,
Penso fora de você.
Penso além do seu espaço;
Penso em meias e cadarços.
Sei que ainda sou calçado,
Mas não fico limitado
Ao que devo parecer.
Velha caixa de sapatos,
Sinto muito por você.
Quer conter em seu regaço
Tudo o que penso ou faço.
Abandone o que é passado!
O fato de eu ser calçado
Não depende de você.
Perdido por
Isaac Marinho
às
13:52
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terça-feira, 3 de junho de 2008
Epístola aos loucos
Dos sete sábios chineses, o oitavo era um louco tibetano. Esse oitavo concluiu que a terra era redonda e achatada nas "quinas" e que a matéria era formada de partículas "indivisíveis" formadas por outras partículas menores que por sua vez eram formadas por outras ainda menores, todas invisíveis. Mas é certo que existem.
Um dia esse oitavo sábio chinês, que era um louco tibetano, chegou a entender que todas as formas de vida evoluíram a partir de uma sopa de letrinhas, da qual alguém comeu várias letras restando apenas três: D, N e A. Ainda chegou a declarar que tanto os homens quanto os símios tiveram um antepassado comum, além da ameba primeva da qual surgiram todas as formas de vida, um primata primevo: um cara baixinho e peludo com cara de macaco, mas que era gente boa e nunca fez mal a ninguém. Diz-se que parecia com os atuais muriquis.
O mesmo sábio profetizou que o Brasil seria descoberto por chineses, esquimós, vikings, fenícios e espanhóis. Estes últimos cobririam o Brasil novamente para que os portugueses pudessem redescobri-lo.
A sua maior descoberta, que revoltou os outros sete, foi o ateísmo: Ele declarou que toda divindade é invenção humana e não se deve dar crédito a nenhuma delas. Mas como ele também era humano, concluiu que o seu ateísmo era uma invenção humana e não se devia aceitá-lo como verdade. Depois ele inventou o "Relativismo Absoluto" e mandou toda certeza às favas, amenizando as dúvidas. Tudo agora é relativo, menos o relativismo, visto que é tido como absoluto.
Por fim ele se suicidou, casou-se com uma das sete virgens do paraíso que eram reservadas ao seu primo terrorista, voltou a morar em Campina Grande e psicografou o texto que você acabou de ler.
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Isaac Marinho
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23:56
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