O mar chorou,
Mas ninguém percebeu
Suas lágrimas,
Entre as ondas,
À espuma misturadas.
E a praia,
Que já o conhece bem,
Sentiu por aquele pranto.
Só a praia e mais ninguém.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Salino
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Deságue
O rio secou;
Sacou do leito a areia,
Matou de sede a sereia
Que o esperava no mar.
O rio chorou
Seu luto pela sereia;
Molhou de pranto a areia
E atirou-se no mar.
sábado, 2 de maio de 2009
Navegando em sentimentos
O instinto diz que é hora de seguir a razão
E instintivamente o faço;
Mudo a rota do barco,
Evito trilhar a senda da paixão.
Mas como na vida tudo é ilusão,
Minhas ações corretivas
São meras tentativas...
De novo estou à deriva
Num mar infinito de amor sem razão.
Perdido por
Isaac Marinho
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12:17
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Meu Amigo Mar
Fui ver o mar. Já estava em tempo de ir visitar o "meu analista"; fui apressado, acordei cedo para pegar o melhor horário, mas não levei tanta tralha quanto os "outros pacientes". O que levei mesmo foram os meus problemas de sempre: minhas preocupações, minhas frustrações, minhas paranóias etc. Estava disposto a expor ao "meu amigo" tudo o que me afligia a alma, e o fiz.
Ao chegar diante do mar, olhei para ele, que se estendia em todas as direções e parecia tocar o céu lá no horizonte, admirei aquela imensidão, reverenciei aquela beleza, meditei ouvindo o som das ondas quebrando na praia, deixei-me estar sentindo o vento varrer a nebulosidade que me envolvia até então, e depois dessa "preparação", levantei-me, corri em direção ao "meu amigo de água salgada", lancei-me num abraço e mergulhei para afogar minhas angústias, maus sentimentos, minhas mágoas.
Debaixo d'água, senti-me como um bebê no útero materno, estava sendo gerado de novo ali; depois passei a boiar por alguns instantes, e era como se estivesse deitado num berço tranquilo, sendo embalado por uma canção de ninar, o doce som do mar. Daí levantei-me daquele meu "batismo" e voltei à praia, novamente olhei para o mar e contei com sua cumplicidade; havia depositado nele a minha velha vida, para viver uma vida nova. Fiz-lhe uma reverência, despedi-me e fui-me embora.
Chegando em casa, renovado e livre dos pesares, cantei:
O mar levou as minhas mágoas
Ele lavou as minhas lágrimas;
Ao me banhar em suas águas,
Me refizeram, suas vagas.
O mar levou as minhas dores
E me curou dos meus temores;
Me fez de novo ver as cores
E fez sarar meu "mal de amores".
Nunca vou esquecer do dia em que fiz aquela visita ao meu amigo, ele me disse que tudo na vida tem sentido. E sempre que algo me perturbar ou algum problema me cercar não vou chorar, e ao sofrer não vou pensar em me matar... eu vou correr pra ver o mar.
Perdido por
Isaac Marinho
às
22:00
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terça-feira, 18 de novembro de 2008
Navegar é preciso
Corta a corda,
E deixa o barco ir;
Não há o que temer:
É tempo de zarpar,
Fazer-se ao alto mar.
Que mais podes querer?
Abraça a liberdade,
Enfrenta cada vaga;
Vai-te com o vento
E, indo mar adentro,
Afoga tuas mágoas.
Perdido por
Isaac Marinho
às
19:38
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