CLICK HERE FOR BLOGGER TEMPLATES AND MYSPACE LAYOUTS

sábado, 12 de julho de 2008

Lizarb



Vivemos em um lugar estranho. Um lugar onde o que é natural precisa estar numa cartilha e, só é aceito (ou quase) por meio de imposição. Mundo onde os ricos não cometem crimes - são santos, justos e perfeitos - mas dos pobres se diz que o fato de existirem já é um crime. Terra onde o errado é coisa de esperto e o certo é coisa de otário.
É estranho ver o trabalhador se esforçar para cumprir um horário rigoroso e receber um salário "mínimo", que diga-se de passagem é de fato mínimo, enquanto políticos corruptos engordam com o dinheiro do povo e culpam o próprio povo por sua condição miserável. Me assusta saber que alguém do governo possa rebaixar uma instituição de ensino público, reduzindo vagas de certa área do ensino, para garantir clientela às instituições privadas. Me enoja assistir às atrocidades que são cometidas aqui: pais que matam filhos, filhos que matam pais, dólares nas cuecas de alguém (que nojo!), garotos descerebrados que espancam um rapaz na saída da balada, policiais despreparados (e cegos) que atiram num carro parado que conduzia uma mulher e duas crianças... é tudo tão absurdo. Vivemos em uma Utopia às avessas.
Alguns dizem que o inferno é aqui na terra, eu digo mais: Fica situado na América do Sul, alguns chamam-no de Pindorama, e é governado pela entidade conhecida como Lú[la]cifer.
Como cantava o Renato Russo: Que país é esse?! E ele morreu perguntando.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Guerra



Quando a guerra acabar restarão muitos corpos ensopados de sangue em meio ao entulho. Não estarei lá para ver qual bandeira tremulará, quisera ver a da paz tremulando hoje. Um pouco mais e o som das bombas cessará, mas as mães desfilhadas ainda prantearão e os órfãos gritarão por seus pais que a guerra roubou.
Quantos tombam nas trincheiras nem sabem qual a razão de tanto ódio: Ontem éramos todos irmãos, hoje somos inimigos: Cada um que chame o outro de bastardo. Afinal, quem acredita que a guerra é o caminho para estabelecer a paz? Será que existe alguém tão estúpido assim? Penso que não.
Um dia a terra, já cansada de beber o sangue de tantos homens, abrirá sua boca e engolirá os restantes e, nunca mais se fará guerra.
Haja paz entre os homens!
(Mestre Iscmoh)

terça-feira, 1 de julho de 2008

Desculpe-me



Escrevi uma carta que dizia "adeus". Mas ela não pôde mostrar minhas lágrimas e, apesar da letra tremida, pouco expressou dessa minha tristeza incontida. Mesmo que a carta seja inexpressiva, não havia como ser diferente, despedidas são sempre tristes. Eu não estava sorrindo ao escrever aquelas linhas.
Não sei se você notou, mas no segundo parágrafo há um borrado estranho após os "dois pontos" na primeira linha. É que lembrei de você e fiquei pensando em nós. Tudo era tão bom que me fazia crer que era pra sempre, mas os dias deram conta de me decepcionar, de te decepcionar, de nos afastar pra sempre. Acreditamos um no outro, porém acreditar não foi o suficiente.
Aquela carta foi o modo que achei de evitar olhar nos teus olhos antes de partir. Não suportaria ver teu rosto de novo, isso me faria querer ficar e tentar outra vez. E eu não acho que um grande número de tentativas levaria ao sucesso, não no nosso caso.
Sei que pedir desculpas não resolve muita coisa, mas não posso evitar: Desculpe-me, professora, mas não sei concluir uma redação e não vou continuar tentando.
Espero que me compreenda.

Contribua

pensador.info

deviantART

Parceiros

Divulgue!

create your own banner at mybannermaker.com!

Copie este código para exibir meu banner no seu site:

Livros que estou lendo...