Estou farto dos meus exageros
De não me por de pé sem teu beijo
De não tomar café sem teu riso
De não ir trabalhar sem teu cheiro
De voltar sem achar-te à espera
De jantar sem ter u'a companhia
De não ter tudo mais o que eras
De deitar numa cama vazia.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Absentia
Perdido por
Isaac Marinho
às
18:04
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sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Minha chuva
Alguma coisa me diz que a chuva não vai parar. O céu está "fechado", e cada gota que cai parece convidar outra após si. Não é que a chuva me incomode, é que eu não suporto quando chove desta maneira: chuva fina e constante; a princípio parece inofensiva, mas quando percebemos o nível da água subindo... nosso julgamento muda.
Nunca paramos para pensar no motivo pelo qual as nuvens desabam em gotas d'água; se bem que todo mundo ouviu algo sobre o "ciclo hidrológico" (talvez com outro nome) nas aulinhas de "ciências". Mas esta chuva aqui é diferente, vem de outras nuvens em outro céu, e até a água desta chuva é "especial".
Pra não te deixar sem saber: O céu fechado é a minha cara de "perdi o ônibus"; as nuvens neste céu são apenas duas, meus olhos; a chuva que não quer parar é o pranto desesperado deste cara que te ama.
Tua ausência me faz "chover".
Perdido por
Isaac Marinho
às
23:54
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quarta-feira, 2 de abril de 2008
Você se foi
E agora? Quem vai rir das minhas piadas sem graça? Quem vai me chamar de bobo e reclamar dos meus cafunés mal feitos? Quem será meu motivo de chegar mais cedo? Quem vai me pedir, com tanta doçura, que eu falte a um compromisso importante? Quem vai reclamar do meu atraso e, me pedir um beijo como compensação? Quem vai ler os meus rascunhos e corrigir os meus erros de português?
Meu mundo está confuso. Nunca pensei que alguém fosse me fazer tanta falta. Mas também nunca pensei que poderia te perder.
Você sempre esteve ali, ao meu lado. Parecia possuir a eternidade, sempre me acompanhando como se fosse a minha própria sombra (porém você brilhava). Seus sussurros mudavam o curso das minhas atitudes, seus conselhos me enobreciam a alma, seus carinhos me renovavam as forças, seu amor me fazia sentir que a vida vale a pena. Mas agora questiono o valor da vida. Será que vale a pena continuar sem você?
Você citaria Fernando Pessoa: "Tudo vale a pena se a alma não é pequena". Mas o que dava volume a essa minha alma mesquinha era o vulto da tua existência. E você se foi...
Eu ainda estou aqui contando os meus dedos, olhando para minhas mãos como quem procura algo. Quem dera pudesse te trazer de volta!
Ainda toco a campainha quando chego em casa à tardinha. Ainda peço pizza pra dois e, ainda compro flores e bombons nas datas especiais. Ainda sou o mesmo bobo contando piadas sem graça e ainda não aprendi a fazer cafunés. Tudo parece estar do mesmo jeito, contudo a tua ausência faz toda a diferença.
A tua partida levou a minha vida. O que resta de mim? Sou apenas um zumbi vagando, uma alma penada perdida no mundo dos vivos.
Você se foi, mas eu também morri.
Perdido por
Isaac Marinho
às
02:42
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