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sábado, 9 de maio de 2020

Querido diário



Dia após dia, levo o cachorro para passear (o que é um eufemismo para "aliviar suas necessidades fisiológicas", que continua sendo um eufemismo, mas tendo a evitar o tema diretamente) e, vez por outra, levo minha filha nesses passeios. 

Andamos na calçada em frente ao condomínio, nunca para muito longe. O parque está fechado. Seria nosso destino se não estivesse. Mas nos viramos com o que podemos. 

Ela é apenas uma criança de três anos, quase quatro. Passeio curto com o cachorro é uma viagem, é diversão. Ela observa a rua sem movimento, as plantas, as árvores. Colhemos flores para "a mamãe", que ela faz questão de entregar. 

Apostamos corrida no estacionamento. Ela sempre que ganhar. Chora quando perde, mesmo que eu diga que perder faz parte. Mas ela vai aprender, de uma forma ou de outra. 

A vida nos ensina hoje a aproveitar as pequenas coisas. Só temos hoje para viver. Aproveite o presente.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Mors regina



Somos todos “obituário”, e cada vez mais

A cada mãe, pai, irmã e irmão que se vai;

A cada parente, amigo, querido e  vizinho que tomba.

A cada tombo e partida a ficha de um ou de outro cai:

Da velha morte, caro vivente, não se zomba.

A curta vida é que nos trai. A morte apenas nos reclama.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Envelhecendo



Não sei de que são feitos 
Os sonhos que sequer sonhei 
Só sei dos meus anseios 
E anseio por saber por que 
A vida é tão pesada 
E dura e tantas coisas mais 
É uma canção frustrada 
Na boca de um bom rapaz 
É um lenço na cabeça 
Seja por bem seja por mal 
É um baile ensaiado 
De máscaras de carnaval 
É um terço na mão boba 
Expressa fé, mas fé em quê? 
É qual notícia boa 
Que nunca não passa na tevê 
É trave, é prego, é lança 
Suor e sangue, pranto e morte 
A vida é uma criança 
Que sonha ser alguém mais forte 
Um dia acordei velho 
Pensei que era pesadelo 
E a vida disse aos berros 
Que eu dormi do fim pro meio 
Que andei de trás pra frente 
Que fiz papel de passar mal 
Que vivi crendo e crente 
Apostatei já no final 
Vendi a esperança 
Em troca de algum prazer 
Matei minha criança 
E fiz um velho eu nascer.

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