Os loucos só sonham com a vida normal
Com o mundo real, tudo normalizado
Sonham homens, mulheres da vida real
Sonhos todos reais, tudo realizado
Sonham casas, famílias e empregos normais
Sonham o ideal, tudo idealizado
Sonham tudo o que existe de bem e de mal
Sonham com todo caos desse mundo ordenado
Sonham tanto que acordam sem ar e sem paz
Sonham serem normais e acordam surtados.
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Psicose
quinta-feira, 26 de março de 2015
Dia desses
Atílio, Nestor e José conversando sobre a dura vida do brasileiro.
Atílio, revoltado, resmungou:
— E o preço da gasolina, hein, Nestor?!
Nestor, indiferente diz:
— Sei lá, Atílio. Ando de bicicleta ou a pé. Não vejo diferença.
Agora, me diz uma coisa, José. E essa cesta básica, hein? Tá quase virando punhado básico…
José interrompe:
— Não me faz falta, Nestor. Passo fome desde a inauguração de Brasília. E se eu tivesse dinheiro pra um litro de gasolina que fosse, ensoparia meus trapos e tacaria fogo em meus restos viventes…
Atílio e Nestor exclamam a uma:
— Com que isqueiro?!
— Com que fósforos?!
José responde com um sorriso maroto:
— O que não faltam são bitucas, caros amigos.
Todos suspiram aliviados. E cada um vai para sua mansão, casa e praça, respectivamente.
Obs.: O aniversário de José e de Brasília é coincidente, nada mais que isso. Vai dizer que nenhum brasileiro sofredor nasceu naquele 21 de abril de 1960?
O triste é que o José vem sofrendo desde o berço (se é que ele teve um).
Perdido por
Isaac Marinho
às
23:14
0
comentários
Marcadores: Brasil, crise, crônica, dia, probleminha, prosa, texto, texto perdido, vida
terça-feira, 17 de março de 2015
Pela glória
Que ideias que nada!
É o discurso inflamado que nos move,
Inda que mostre-se vazio de sentido.
Que ideais coisa nenhuma!
É pelas cores das bandeiras que lutamos,
Mesmo que estejam encardidas de desvios.
Que vida que vivemos!
Que morte morreremos!
Que herança que deixamos?
Que história escreveremos?
Que lástima!







